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quarta-feira, 23 de março de 2011

Mulher virtuosa



"Mostre-me uma jovem que ame o lar e a família, que leia e pondere as escrituras diariamente, que possua um testemunho ardente do Livro de Mórmon. Mostrem-me uma jovem que frequente fielmente as reuniões da Igreja, que se tenha formado no seminário, que haja conquistado o Certificado das Moças e use seu medalhão com orgulho! Mostrem-me uma moça virtuosa e que mantenha sua pureza pessoal, que não aceite nada menos que um casamento no Templo, e eu lhes mostrarei uma jovem que realizará milagres para o Senhor, agora e por toda a eternidade."

Presidente Ezra Taft Benson
"As Moças da Igreja", A Liahona, janeiro de 1987, p.85)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Águia - uma grande lição!!!

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos ela está com: - as unhas compridas e flexíveis e não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta, - o bico alongado e pontiagudo se curva apontando contra o peito, - as asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já não é tão fácil!

Então, a águia só tem duas alternativas: morrer... ou enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.

A vitória é para os que têm coragem e não sentem pena de si mesmos!

A águia é uma das poucas aves, se não a única que não anda em bandos... ela voa solitária e não acompanha bandos por isto é capaz de estar sempre subindo....

LIÇÃO: Não que sejamos uma ilha no oceano, alheios e alienados do mundo das pessoas, mas às vezes precisamos ser solitários em nossos conceitos e pensamentos para não seguir apenas por seguir a multidão, o que a massa pensa. Precisamos ter identidade própria, idéias próprias para estar sempre subindo... mesmo sabendo que precisamos uns dos outros para viver.

Quando uma águia sente que o vento está muito forte ela dobra os joelhos e não tenta lutar contra o vento, ela deixa o vento lhe levar com a ajuda do vento ela consegue voar melhor.

LIÇÃO: A maior demonstração de humildade de um indivíduo é quando ele se ajoelha. Às vezes é preciso ser humilde para reconhecer que precisamos "deixar o vento levar", que é mais fácil lutar a favor do que contra. Ser humilde não para concordar com tudo, mas para saber quando estamos precisando da ajuda "dos ventos", das situações. Ou apenas ter paciência de esperar passar a tempestade.

É necessário sermos firmes em nossos propósitos!

domingo, 20 de março de 2011

O que o mendigo disse..




Ele estava triste,
desmotivado. Sua mulher havia deixado de amá-lo. Levantou da cama e vestiu-se
naquela manhã de domingo. Sem nada para fazer, saiu de casa e andou sem rumo.
Até aquele dia, nunca tinha reparado como era penoso viver sem amor. Depois de
andar durante horas, sentou-se à sombra de uma árvore frondosa no banco de uma
praça, de cabeça baixa.Ao seu lado, sentou-se um homem que, pelo seu aspecto,
pareceu-lhe um mendigo. Quase se levantou para seguir o seu caminho, mas o
sorriso do homem o reteve. Aos poucos, se estabeleceu um diálogo e uma animada
conversa que se estendeu por horas. Finalmente, o marido se levantou do banco,
deixando dinheiro na mão do mendigo. Sua postura já estava diferente.
Agora, com passo enérgico, voltou para casa, tomou banho, fez a barba e se
vestiu com todo cuidado. Saiu sem dar explicações e sua mulher, que já não o
amava, se mostrou levemente curiosa com a sua nova atitude. Voltou à noite, bem
tarde. No dia seguinte, cumprimentou gentilmente sua mulher e foi trabalhar. Na
volta, vestiu um short, calçou tênis e fez uma longa caminhada noturna. Dormiu
com excelente disposição. O dia seguinte foi igual, talvez melhor. Sua mulher,
que não o amava, e seus filhos se surpreenderam. Parecia ter perdido a tristeza.
Ganhara uma força e uma elegância que a família nunca antes tinha notado.
Continuou a ser gentil com a mulher mas nunca mais lhe pediu desculpas ou
explicações, nem exigiu que fizesse amor com ele. Passaram-se semanas. A atitude
do marido continuava firme e a disposição otimista instalou-se de vez. A mulher
sentia-se cada vez mais intrigada com a mudança miraculosa do marido e teve mais
simpatia por suas novas atitudes, sábias e moderadas. Embora ela persistisse em
não amá-lo, ele melhorava seu desempenho como pessoa e como pai. Agora, os
amigos o procuravam. Era evidente que tinha se transformado num homem sábio.
Quanto a mim, sou um sujeito profundamente curioso, talvez por ser escritor
e fui à mesma praça onde estivera o marido a fim de procurar o mendigo. Pude
reconhecê-lo imediatamente. Sem vacilar, sentei-me a seu lado. Apresentei-me e
perguntei o que ele tinha dito para o marido. Sorrindo, o mendigo me
respondeu:
 
“Ah, lembro... Não dei grande conselho. Disse-lhe apenas que, com minha
experiência de mendigo, aprendi que nunca se deve pedir dinheiro e, pelas mesmas
razões, jamais se deve suplicar amor. Essas são duas coisa que sempre nos negam
quando as pedimos”.
 
E sorrindo, acrescentou:
 
“O dinheiro, a gente ganha; o amor se conquista”.

Não me pediu nada. Mesmo assim, agradecido, dei-lhe R$
100,00.

Alberto Goldin


sexta-feira, 18 de março de 2011

Escolhas




Mauro era um tipo de pessoa que você iria adorar. Ele sempre estava de alto astral e sempre tinha algo positivo para dizer.    
Quando alguém lhe perguntava "Como vai você?", ele respondia: "Melhor que isso, só dois disso!". Ele era o único gerente de uma cadeia de restaurantes a quem todos os garçons seguiam o exemplo. A razão disso era as atitudes de Mauro; ele era naturalmente motivador. Se algum empregado estivesse tendo um mau dia, Mauro prontamente estava lá, contando ao empregado como olhar pelo lado positivo da situação.
Observava seu estilo que, realmente, me deixava curioso.
Então um dia eu perguntei ao Mauro: - Eu não acredito!! Você não pode ser uma pessoa positiva o tempo todo...? Como você consegue? E ele respondeu: Toda manhã eu acordo e digo a mim mesmo: - Mauro você tem duas escolhas hoje: escolher estar de alto astral ou escolher estar de baixo astral... Então eu escolho estar de alto astral.
A todo momento acontece alguma coisa desagradável; eu posso escolher ser vítima da situação ou posso escolher aprender algo com isso. Eu escolho aprender algo com isso! Todo momento alguém vem reclamar da vida comigo; eu posso escolher aceitar a reclamação ou posso escolher apontar o lado positivo da vida para a pessoa. escolho apontar o lado positivo da vida.
Então argumentei: - Tá certo! Mas não é tão fácil assim! - É fácil sim, disse Mauro.
A vida consiste em escolhas. Quando você tira todos os detalhes e enxuga a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir as situações. Você escolhe como as pessoas irão afetar o seu astral. Você escolhe estar feliz ou triste, calmo ou nervoso... Em suma: escolhe como você vive sua vida! Refleti no que Mauro disse. Algum tempo depois eu deixei o restaurante para abrir meu próprio negócio. Perdemos contato mas freqüentemente eu pensava nele quando eu tomava a decisão de viver ao invés de ficar reagindo às coisas.
Alguns anos mais tarde, eu ouvi dizer que Mauro havia feito algo que nunca se deve fazer quando se trata de restaurantes: ele deixou aporta dos fundos aberta e, conseqüentemente, foi rendido por 3 assaltantes armados. Enquanto ele tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo de nervoso, errou a combinação do cofre. Os ladrões entraram em pânico, atiraram nele e fugiram. Por sorte, Mauro foi encontrado relativamente rápido e foi levado as pressas ao pronto-socorro local.
Depois de 18h de cirurgia e algumas semanas de tratamento intensivo, Mauro foi liberado do hospital com alguns fragmentos de balas ainda em seu corpo. Encontrei com Mauro seis meses depois do acidente e perguntei: - Como vai você? E ele respondeu: - Melhor que isso, só dois disso! Quer ver minhas cicatrizes? Enquanto eu olhava as cicatrizes perguntei o que passou pela mente dele quando os ladrões invadiram o restaurante.
- A primeira coisa que veio a minha cabeça foi que eu deveria ter trancado a porta dos fundos. Então depois, quando eu estava baleado no chão, lembrei que eu tinha duas escolhas: eu podia escolher viver ou podia escolher morrer. Eu escolhi viver.
Então perguntei: Você não ficou com medo? Não perdeu os sentidos?
Mauro continuou: - Os paramédicos eram ótimos. Ficaram o tempo todo me dizendo que tudo ia dar certo, que tudo ia ficar bem. Mas, quando eles me levaram de maca para a sala de emergência e eu vi as expressões no rosto dos médicos e enfermeiras, eu fiquei com medo. Nos seus olhos eu lia: "Ele é um homem morto". Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa.
 - O que você fez? Perguntei.
- Bem, havia uma enfermeira grande e forte me fazendo perguntas... Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa... "Sim", eu respondi. Os médicos e enfermeiras pararam imediatamente esperando por minha resposta. Eu respirei fundo e respondi: "Balas!" Enquanto eles riam eu disse: Eu estou escolhendo viver. Me operem como se estivesse vivo, não morto.
Mauro sobreviveu graças a experiência e habilidade dos médicos, mas também por causa de sua atitude espetacular.
Eu aprendi com ele que todos os dias temos que escolher viver a vida em sua plenitude, viver por completo.
Atitude, entretanto, é tudo!
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