junte-se à nós também




quarta-feira, 23 de abril de 2014

Uma Âncora Firmemente Estabelecida


Recentemente tive a oportunidade de percorrer de navio a maravilhosa costa do Alasca, EUA. Enquanto o capitão se preparava para atracar a embarcação numa remota baía intocada para passar a noite, examinou cuidadosamente o local e as circunstâncias, como a sequência das marés, a profundidade das águas e a distância de obstáculos perigosos. Quando ficou satisfeito, lançou âncora para que o navio permanecesse firme e seguramente fundeado, dando aos passageiros a oportunidade de maravilhar-se com a beleza espetacular das criações de Deus.

Ao contemplar o litoral, percebi que o navio estava se deslocando quase imperceptivelmente ao menor vento e à correnteza subjacente. No entanto, o navio permanecia firme e persistentemente restrito a um círculo fixo definido pelo comprimento da amarra e pela força da âncora.

O capitão não tinha deixado a âncora guardada no navio, para ser baixada somente se uma tempestade se aproximasse. Não, ele havia ancorado o navio como medida preventiva e o protegera para que não se afastasse rumo a águas perigosas nem fosse lentamente impelido para a margem, enquanto os passageiros e tripulantes supusessem estar em segurança.

Ao refletir sobre isso, ocorreu-me que, se aquela não era uma oportunidade para uma parábola, eu nunca tinha pilotado um avião.

Por Que Precisamos de Âncoras

O propósito da âncora é proteger a embarcação e mantê-la em segurança num local desejado ou ajudar a controlá-la em condições climáticas adversas. No entanto, para cumprir esses propósitos vitais não basta ter âncora: ela precisa ser sólida e confiável e deve ser utilizada corretamente no momento e no lugar certos.

As pessoas e as famílias também precisam de âncoras.

As adversidades podem vir como fortes tempestades que nos desviam do curso e ameaçam arremessar-nos contra rochedos. Mas às vezes também corremos perigo quando tudo parece estar em segurança — com ventos suaves e águas tranquilas. Na verdade, podemos correr os maiores perigos quando começamos a ficar à deriva e o movimento é tão discreto que mal o notamos.

O Evangelho É Nossa Âncora

As âncoras precisam ser sólidas, fortes e bem conservadas para serem de serventia quando necessário. Além disso, devem estar ligadas a uma base capaz de suportar o peso de forças opositoras.

Evidentemente, o evangelho de Jesus Cristo é uma âncora assim. Ele foi preparado pelo Criador do universo com um propósito divino e concebido para proporcionar segurança e orientação a Seus filhos.

O que é o evangelho, afinal de contas, se não o plano de Deus para redimir Seus filhos e levá-los de volta a Sua presença?

Por sabermos que é da natureza de todas as coisas ficarem à deriva, precisamos fincar nossas âncoras firmemente nos alicerces da verdade do evangelho. Elas não devem ser baixadas levianamente nas areias do orgulho ou apenas aflorar a superfície de nossas convicções.

Neste mês temos a oportunidade de ouvir os servos de Deus numa conferência geral da Igreja. Suas palavras, aliadas às escrituras e aos sussurros do Espírito, proporcionam um alicerce seguro e constante de valores e princípios eternos aos quais podemos amarrar nossas âncoras a fim de permanecermos firmes e seguros em meio às dificuldades e provações da vida.

O antigo profeta Helamã ensinou: “É sobre a rocha de nosso Redentor, que é Cristo, o Filho de Deus, que deveis construir os vossos alicerces; para que, quando o diabo lançar a fúria de seus ventos, sim, seus dardos no torvelinho, sim, quando todo o seu granizo e violenta tempestade vos açoitarem, isso não tenha poder para vos arrastar ao abismo da miséria e angústia sem fim, por causa da rocha sobre a qual estais edificados, que é um alicerce seguro; e se os homens edificarem sobre esse alicerce, não cairão” (Helamã 5:12).

O Valor das Âncoras Firmemente Estabelecidas

A vida tem uma maneira de pôr à prova nossas âncoras e de nos tentar para que fiquemos à deriva. No entanto, se nossas âncoras estiverem corretamente posicionadas na rocha de nosso Redentor, permanecerão firmes — por mais impetuosos que sejam os ventos, por mais fortes que sejam as marés ou por mais altas que sejam as ondas.

É claro que nenhum navio é projetado para ficar parado num porto, mas para içar âncora e singrar os mares da vida. Mas essa parábola seria para outra ocasião.

Por ora, consola-me saber que a âncora do evangelho e a rocha de nosso Redentor nos manterão firmes e em segurança.

Essa âncora nos impedirá de adentrar os mares do perigo e do infortúnio. Vai nos dar a gloriosa oportunidade de apreciar as belezas incomparáveis do cenário sublime da vida, em constante mudança.

A vida é bela e merece ser vivida. Os ventos, as tempestades e as correntes adversas podem nos tentar para que naveguemos rumo a perigos visíveis ou invisíveis, mas a mensagem do evangelho e seu poder divino nos manterão no caminho certo de volta ao porto seguro de nosso Pai Celestial.

Assim, não só ouçamos os discursos da conferência geral de abril, mas também apliquemos suas mensagens como uma âncora firmemente estabelecida para nossa vida diária.

Que Deus nos abençoe e guie nesse esforço significativo e essencial!

Fonte: https://www.lds.org/liahona/2014/04/a-firmly-set-anchor?lang=por

sábado, 22 de março de 2014

Verdade, Mentiras e Sua Autoestima

MINDY RAYE FRIEDMANRevistas da Igreja

Não deixe que o mundo lhe diga quando deve sentir-se bem a respeito de si mesmo.
Um novo ano traz sentimentos de um começo estimulante e novas esperanças, mas também proporciona uma onda de mensagens mundanas, dizendo-lhe que um novo ano requer um novo você. Essas mensagens dizem que você só pode ser feliz, se perder peso, adquirir roupas novas, encontrar mais amigos e assim por diante. Você ouve essas mensagens na mídia, na escola e, às vezes, das pessoas mais próximas.
O problema com essas mensagens é que não são verdadeiras. Se você examiná-las de perto, descobrirá que o verdadeiro motivo por trás das mensagens é geralmente convencê-lo a comprar algo com seu dinheiro ou seu tempo. Mas você não precisa fazê-lo!
“Seu Pai Celestial as[os] ama — ama a cada uma[um] de vocês. Esse amor nunca muda. Não é influenciado por sua aparência, por suas posses ou pelo dinheiro que vocês têm em sua conta bancária. Não muda por causa de seus talentos ou de sua capacidade.” — Presidente Thomas S. Monson
Mudar sua aparência física ou bens materiais pode fazê-lo sentir-se melhor por um tempo, mas realmente não faz nada para mudar seu valor ou sua felicidade eterna. Isso acontece porque o seu valor já está estabelecido. O Presidente Thomas S. Monson ensinou: “Seu Pai Celestial as[os] ama — ama a cada uma[um] de vocês. Esse amor nunca muda. Não é influenciado por sua aparência, por suas posses, ou pelo dinheiro que vocês têm em sua conta bancária. Não muda por causa de seus talentos ou de sua capacidade. (...) O amor de Deus está lá para vocês, quer sintam que o mereçam ou não. Ele está sempre lá, simples assim” (“Nunca Andamos Sozinhos”, “A Liahona, novembro de 2013, pp. 123–24). Você é um filho de Deus. Você já tem infinito valor, e isso não muda. Por isso é importante entender como você pode reconhecer essas falsas mensagens sobre autoestima e combatê-las com a verdade do evangelho.

Mentiras do Mundo vs. Verdades do Evangelho

Mentira: Seu valor é determinado por parecer e agir da maneira do mundo.
Acreditar nessa mentira significa que você está deixando que as influências mundanas determinem quando você se sentirá bem consigo mesmo. Então, você terá que mudar constantemente, a fim de adequar-se aos ideais mundanos, que são inconsistentes e temporários. O Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos, alertou: “Quando escolhemos definir-nos ou a apresentarmo-nos por alguma característica que seja temporária ou trivial em termos eternos, desvalorizamos o que há de mais importante sobre nós e salientamos o que é relativamente sem importância. Isso pode levar-nos pelo caminho errado e impedir nosso progresso eterno” (“How to Define Yourself ” [Como Definir a Si Mesmo]”, New Era, junho de 2013, p. 48).
Verdade: Seguir o caminho do Senhor edifica um senso de valor eterno.
O Senhor ensinou que Seus caminhos não são os mesmos que os caminhos do mundo e que “meus caminhos [são] mais altos do que os vossos caminhos” (Isaías 55:8–9). Seguir os caminhos do Senhor permite-lhe receber bênçãos eternas e ter o Espírito Santo com você, o que pode ajudá-lo a sentir-se bem consigo mesmo, mais profunda e constantemente do que qualquer coisa que o mundo tenha a oferecer. Em vez de tentar ser o que o mundo quer que seja, tente viver a sua vida pelos padrões estabelecidos pelo Senhor. Seus caminhos nunca mudam, e você nunca será impopular para Ele.
Mentira: Seu valor provém de como se compara às outras pessoas.
“Comparar bênçãos quase sempre afasta a alegria. Não se pode ser grato e invejoso ao mesmo tempo. Se quisermos realmente ter o Espírito do Senhor e sentir alegria e felicidade, devemos regozijar-nos com nossas bênçãos e ser gratos.” — Élder Quentin L. Cook
Quando adolescente, você provavelmente se lembra bem de como se comparava a seus colegas. Você quer se entrosar e ser o melhor possível, o que geralmente significa que quer ser como outra pessoa. Quando alguém parece ser melhor do que você em alguma coisa, pode ser que você não se sinta bom o suficiente e que precise ser melhor para ser aceito. Um problema com essa mentira é que, subordinando sua autoestima a outras pessoas, você está geralmente comparando a força de outra pessoa a um de seus pontos fracos (ver Presidente Dieter F. Uchtdorf, Segundo Conselheiro na Primeira Presidência, “Não Te Esqueças de Mim”, A Liahona, novembro de 2011, p. 120). Isso também pode levar à inveja e ao orgulho, especialmente se você rebaixar outras pessoas, a fim de tentar e fazer com que pareça melhor.
Verdade: Todos têm dons diferentes. Você pode sentir-se bem consigo mesmo e ser grato, não importa quais sejam seus talentos.
O Senhor quer que você seja você mesmo, não outra pessoa. Ele sabe que você e todos nesta Terra têm pontos fortes e fracos. Comparar-se a outra pessoa não a ajuda a ser melhor. É claro que é importante melhorar e fazer metas, mas elas devem basear-se em fazer o melhor de si, não o de outra pessoa.
Se quer sentir-se melhor quanto a si mesmo, tente ser grato pelo que tem. “A comparação de bênçãos quase sempre afasta a alegria”, diz o Élder Quentin L. Cook, do Quórum dos Doze Apóstolos. “Não podemos ser gratos e invejosos ao mesmo tempo. Se realmente desejarmos ter a companhia do Espírito do Senhor e experimentar alegria e felicidade, devemos regozijar-nos com nossas bênçãos e ser gratos” (“Regozijai-vos!”, A Liahona, janeiro de 1997, p. 30).
(Para mais informações sobre este assunto, ver “Soar Like an Eagle” [Alçar Voo Como uma Águia].)
Mentira: A autoestima vem do sucesso mundano.
Essa mentira está relacionada àquela sobre comparar-se a outras pessoas. Quem determina o que é o sucesso? A definição de cada pessoa pode ser um pouco diferente. E quando você baseia sua autoestima em realizações, só está dizendo a si mesmo que você é tão bom quanto sua realização mais recente. Isso simplesmente não é verdade.
Verdade: A visão e expectativas de Deus são o que importa.
O Presidente Dieter F. Uchtdorf ensinou: “ Os discípulos de Jesus Cristo compreendem que, em comparação com a eternidade, nossa existência nesta esfera mortal é apenas ‛um momento’ no espaço e no tempo (D&C 121:7). Eles sabem que o verdadeiro valor de uma pessoa pouco tem a ver com o que o mundo tem em alta estima. (...) O Senhor emprega uma escala muito diferente da que o mundo usa para definir o valor de uma alma” (“Você É Importante para Deus”, A Liahona, novembro de 2011, pp. 20, 22).
“O Senhor emprega uma escala muito diferente da que o mundo usa para definir o valor de uma alma.” — Presidente Dieter F. Uchtdorf
Mais uma vez, você pode vencer essa mentira, seguindo o caminho do Senhor e ficando mais preocupado com Sua definição de sucesso do que com a do mundo. Se puder sentir consistentemente a companhia do Espírito em sua vida, então isso significa que você está vivendo da maneira que o Senhor deseja. E se você achar que falhou aos olhos do Senhor, lembre-se de que pode voltar por meio do arrependimento e da Expiação.
Mentira: A boa autoestima consiste toda em edificar-me.
Quando as pessoas o encorajam a concentrar-se na edificação da autoestima (em vez de reconhecer o eterno valor pessoal), você pode ser tentado a pensar que será mais feliz consigo mesmo, se concentrar-se na sua edificação. Essa é a coisa enganosa relativa a tal mentira. Parece muito lógico que a autoestima deva ser completamente relativa a você, mas é assim que o adversário o engana. Se ele conseguir torná-lo tão obcecado com seu “aperfeiçoamento” (geralmente com as coisas externas a que o mundo dá valor) que fica totalmente focado em você, então isso vai desviar sua atenção de todas as pessoas ao seu redor a quem poderia estar ajudando.
Verdade: Você encontrará alegria em servir a Deus e ao próximo.
O Senhor ordenou a Seus discípulos a “estime[m] a seu irmão como a si mesmo” (D &C 38:24–25). Aqueles que realmente amam a si mesmos não dependem da atenção e elogios dos outros. Ficam suficientemente satisfeitos com seu próprio valor, e têm bons relacionamentos com os outros e são capazes de servi-los sem segundas intenções. Pense nisso: quando você está servindo ao próximo e esquecendo-se de si mesmo, isso faz com que se sinta melhor? É claro que sim, porque você está fazendo algo que vale a pena. E, ao servir aos filhos de Deus, você achega-se a Ele, aperfeiçoando-se ao mesmo tempo.

Seu Verdadeiro Eu

No final, amar a si mesmo não é tocar sua própria trombeta ou adaptar-se à opinião de autoestima do mundo. É ser quem você é — um filho inigualável de Deus — e saber quem você é, é uma coisa boa. Quando você compreender o seu valor eterno e viver de modo condizente com sua herança divina, irá adquirir uma autoestima duradoura que é melhor do que qualquer coisa que o mundo possa oferecer.
Este artigo foi publicado originalmente na edição de janeiro de 2014 daNew Era.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fazer a Diferença no Casamento

 Presidente James E.Faust deu o seguinte conselho: "Para enriquecer o casamento, o mais importante são as pequenas coisas. É a constante apreciação mútua e uma demonstração carinhosa de gratidão. É o incentivo e a ajuda para o crescimento mútuo. O casamento é uma busca conjunta do que é bom, belo e divino."


Os princípios a seguir o ajudarão a enriquecer seu casamento:

*Centrar o casamento no evangelho de Jesus Cristo:
Pres.Kimball ensinou: "Se duas pessoas amarem ao Senhor mais do que a própria vida e, em segundo lugar, amarem-se mutuamente mais do que a própria vida, empenhando-se conjuntamente em plena harmonia, com o programa do evangelho como base, certamente alcançarão essa grande felicidade. Quando o marido e a mulher frequentam o templo juntos, oram de joelhos juntos em casa com a família, vão para as reuniões da Igreja de mãos dadas, vivem em total castidade mental e física de modo que todos os pensamentos, desejos e afetos se centralizem em um único ser - seu companheiro - e trabalham juntos em prol da edificação do reino de Deus, a felicidade alcança o ponto culminante."
*Reservar tempo para o Cônjuge:
Em virtude das inúmeras pressões exercidas sobre seu tempo, seja persistente ao procurar maneiras de nutrir seu relacionamento conjugal. Terminar os estudos, ter sucesso na carreira, criar os filhos, cumprir chamados na Igreja e honrar obrigações cívicas e comunitárias são atividades que podem competir com o casamento e o tempo despendido com a família. Com seu cônjuge, estudem idéias para achar tempo juntos. As possibilidades incluem tirar algum tempo nas reuniões de planejamento semanal ou conselhos de família para marcar momentos a serem passados a sós, usar alguns minutos para conversar no fim de cada dia, programar ocasionalmente um almoço juntos, marcar uma saída noturna ou levar o cônjuge numa viagem de negócios.

*Divertir-se juntos:
Durante o namoro, as pessoas interessam-se uma pela outra ao participar juntas de atividades recreativas; depois do casamento, ficam tão ocupadas que todo o seu tempo de interação é despendido na resolução de problemas do cotidiano, trabalho e criação dos filhos. Os líderes da Igreja ensinaram que a recreação fortalece a vida familiar. O Pres. Benson ensinou que a noite familiar é um momento próprio para a diversão em família: "A noite familiar deve realizar-se uma vez por semana como um momento de recreação, projetos de serviço, enquetes, músicas em volta do piano, brincadeiras, lanches especiais e orações familiares. Como os elos metálicos numa corrente, essa prática unirá a família em amor, orgulho, tradição, força e lealdade."


*Conversar de modo frequente e positivo:
O Élder Russell M. Nelson, do Quórum dos Doze Apóstolos, ressaltou a importância da comunicação frequente: "Alguns cônjuges não ouvem um ao outro. Reservar tempo para conversar é essencial para manter intactas as linha de comunicação. Como o casamento desempenha um papel primordial na história de nossa vida, merece o horário nobre! Contudo, muitas vezes compromissos menos importantes acabam ganhando prioridade, e sobram tênues brechas pra ouvir os companheiros tão preciosos."
Os casais bem sucedidos praticam uma comunicação positiva que inclui: demonstrar interesse pelo que diz o cônjuge; ser afetuoso verbal e fisicamente; mostrar atenção por meio de gestos carinhosos, como telefonemas e pequenos presentes; ser gratos; mostrar que você se importa dando apoio e expressando preocupação; ter empatia; aceitar o que diz o cônjuge mesmo que você discorde; brincar de modo descontraído, espirituoso e inofensivo, a menos que o cônjuge veja esse humor de maneira negativa; e externar sua alegria quando você estiver satisfeito, entusiasmado ou divertindo-se.

*Praticar atos de bondade:
O Pres. Gordon B. Hinckley ressaltou a importância da bondade que se deve mostrar ao cônjuge: "Se todo marido e esposa fizessem, constantemente, o que fosse possível para garantir o conforto e a felicidade do companheiro ou da companheira, haveria bem poucos divórcios, se é que houvesse algum." Falando diretamente aos homens, acrescentou: "As mulheres de nossa vida são criaturas dotadas com qualidades particulares, qualidades divinas, que fazem com que elas estendam a mão com bondade e amor para os que as cercam. Podemos incentivar essa atitude se lhes dermos oportunidades de dar vazão aos talentos e impulsos que repousam dentro delas. Na nossa velhice, minha amada companheira disse-me serenamente, certa noite: 'Você sempre me deu asas para voar e eu o amo por isso.'


Seu relacionamento florescerá quando você mostrar amor e gratidão. Os atos de ternura, consideração e compaixão são ingredientes essenciais. Se você oferecer esses nutrientes, seu cônjuge se sentirá vivo e motivado para atingir todo o seu potencial. Não espere que tudo sempre corra bem, pois haverá dificuldades. Contudo, se você e seu cônjuge amarem e respeitarem um ao outro, terão grande satisfação no casamento.


Read more: http://socsocgamacentro.blogspot.com/2012/01/fazer-diferenca-no-casamento.html#ixzz2TN2fFXA1

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Casamento o Grande Plano de Felicidade

Esses princípios encontramos basicamente no livro que li e amei A Mulher Fascinante.. o nome que me inspirou ao criar este blog...

Élder Joe J. Christensen
Da Presidência dos Setenta
Conference Report, abril de 1995,
pp. 84–87; ou Ensign, maio de
1995, pp. 64–66

Lembrem-se da Importância do Casamento

1. Lembrem-se da importância fundamental do
casamento. Ouçam as seguintes palavras do Élder
Bruce R. McConkie, com relação à importância do
casamento no “grande plano de felicidade” do Pai
Celestial (Alma 42:8):
“Desde o instante em que nascemos na mortalidade
até o dia em que nos casamos no templo, todo o
plano do evangelho tem a finalidade de preparar-nos
e qualificar-nos para entrar na santa ordem do
casamento que nos torna marido e mulher nesta vida
e na próxima (…)
Não existe nada no mundo que seja tão importante
quanto a criação e o aperfeiçoamento das unidades
familiares.” (“Salvation Is a Family Affair”, Improvement
Era, junho de 1970, pp. 43–44.)


Orem pelo Sucesso de Seu Casamento

2. Orem pelo sucesso de seu casamento. Há alguns anos,
quando era comum as Autoridades Gerais visitarem as
missões e entrevistarem todos os missionários, o Élder
Spencer W. Kimball, na ocasião membro do Quórum dos
Doze, estava entrevistando um Élder prestes a terminar
a missão.
“Élder, quando for desobrigado, o que pretende fazer?”
“Bem, pretendo voltar para a faculdade”, e então, com
um sorriso, disse: “Espero me apaixonar e casar”.
O Élder Kimball deu-lhe este sábio conselho: “Bem,
não ore simplesmente para se casar com a pessoa que
amar. Ore para amar a pessoa com quem se casar”.
Devemos orar para nos tornarmos mais gentis,
amáveis, humildes, pacientes, prontos a perdoar e,
principalmente, menos egoístas.
A fim de reconhecermos os problemas ou fraquezas
pessoais que nos impedem de sermos melhores
companheiros no casamento, devemos orar ao Senhor
e colher os benefícios desta grande promessa contida
no Livro de Mórmon: “E se os homens vierem a mim,
mostrar-lhes-ei sua fraqueza (…) porque caso se
humilhem perante mim e tenham fé em mim, então
farei com que as coisas fracas se tornem fortes para
eles”. (Éter 12:27)
É por essa razão que precisamos orar. Muitos líderes da
Igreja e terapeutas revelam não ter visto casamentos com
sérios problemas quando os cônjuges ainda oravam
juntos diariamente. Quando surgem os problemas e o
casamento é ameaçado, a oração em conjunto pode ser
o remédio mais eficaz.

Ouçam Seu Cônjuge
3. Ouçam. Prestem atenção no que seu cônjuge diz;
reservem um tempo para conversar. Conversem e
avaliem seu desempenho como companheiros no
casamento.

O Irmão Brent Barlow fez a seguinte pergunta a um
grupo de portadores do sacerdócio: “Quantos aqui
gostariam de receber revelação?” Todas as mãos se
ergueram. Ele recomendou que todos fossem para casa
e perguntassem à esposa como poderiam ser melhores
maridos. E disse: “Segui meu próprio conselho e tive
uma conversa bastante instrutiva com (minha esposa)
Susan durante mais de uma hora naquela tarde!” [“To
Build a Better Marriage” (Construir um Casamento
Melhor), Ensign, setembro de 1992, p. 17] Uma
conversa desse tipo pode ser uma revelação para
qualquer um de nós.
Alguém já ouviu a esposa dizer algo parecido com o
que ouvi outro dia: “Joe, está me ouvindo?” Ela não foi
a única a fazer essa pergunta. Algum tempo atrás, eu
estava tirando uma soneca e nossa netinha, Allison,
aproximou-se, levantou uma de minhas pálpebras e
perguntou: “Vovô, você está aí?” Sempre deve haver
“alguém aí” para responder ao nosso companheiro.



Evitem Ser Demasiadamente Implicantes
4. Evitem ser “demasiadamente implicantes”.

Não critiquem os erros um do outro. Reconheçam que
nenhum de nós é perfeito. Todos temos que percorrer
um longo caminho até nos tornarmos mais
semelhantes a Cristo, do modo que nossos líderes
nos têm recomendado.
Ao “sermos demasiadamente Implicantes” (como disse
o Presidente Kimball) podemos acabar com qualquer
casamento. [“Marriage and Divorce”, (Casamento e
Divórcio) 1976 Devotional Speeches of the Year, (Discursos
do ano de 1976) Provo, Brigham Young University Press,
1977, p. 148] De modo geral, todos reconhecemos nossas
fraquezas e não precisamos ser lembrados delas com
freqüência. Poucas pessoas melhoraram em conseqüência
de ouvirem críticas e reclamações constantes. Se não
formos cuidadosos, aquilo que pensamos ser crítica
construtiva, na verdade torna-se destrutiva.
Em certas ocasiões é melhor ficarmos calados. A Irmã
Lola Walters, quando recém-casada, leu em uma revista
que, para fortalecer o casamento, marido e mulher
deveriam regularmente expor com franqueza as coisas
que os aborreciam no comportamento do cônjuge.
Ela escreveu:
“Deveríamos enumerar cinco coisas que nos
incomodassem. Eu comecei. (…) Eu não gostava do
modo como ele comia grapefruit. Em vez de cortá-la ao
meio e comê-la com uma colher, ele descascava a fruta
e comia um gomo de cada vez. Eu não conhecia
ninguém mais que comesse grapefruit desse jeito. Será
que eu teria de passar a vida toda, até a eternidade,
vendo meu marido comer grapefruit assim? (…)
Depois, foi a vez dele. (…) Ele olhou para mim e disse:
‘Não consigo pensar em nada de que não goste em você’.
Fiquei pasma.
Virei rapidamente de costas, sem saber como explicar
minhas lágrimas.”
A Irmã Walters finalizou dizendo: “Toda vez que
ouço falar de casais que estão tendo algum tipo de
incompatibilidade, pergunto-me se eles não estariam
sofrendo do que chamo hoje da ‘síndrome do
grapefruit’.” (“A Síndrome do Grapefruit”, A Liahona,
setembro de 1999, p. 24)
Sim, em certas ocasiões é melhor ficarmos calados


Mantenham Acesa a Chama do Namoro
5. Mantenham acesa a chama do namoro.

Reservem tempo para estarem juntos—só os dois.
Tão importante quanto estar com os filhos, em família, é ter um tempo
juntos a sós. Se fizerem isso, seus filhos saberão que
consideram o casamento algo muito importante, que
requer cuidados. Para isso é necessário tomar uma
decisão, planejar e reservar tempo.
Não é preciso fazer algo dispendioso. O mais
importante será o tempo que passarem juntos.
Certa vez, quando meu sogro estava saindo de casa
depois do almoço para voltar a trabalhar no campo,
minha sogra disse: “Albert, volte já aqui e diga que me
ama”. Ele sorriu e disse brincando: “Elsie, quando nos
casamos eu disse que amava você e, caso isso mude,
não deixarei de informá-la”. Nunca é demais dizermos
“Eu te amo”. Façam-no diariamente.



Sejam Rápidos em Dizer “Por Favor,
Desculpe-me”

6. Digam prontamente: “Desculpe-me”. Por mais difícil
que seja formular as palavras, sejam rápidos em dizer
“Por favor, desculpe-me”, ainda que não tenha toda a
culpa. Aqueles que estão dispostos a admitir
prontamente os próprios erros e as ofensas conseguem
desenvolver o verdadeiro amor.
Quando surgirem diferenças, é importante sermos
capazes de conversar a respeito delas e resolvê-las.
Há momentos, porém, em que é melhor esperar um
pouco. É importante morder a língua, contar até
dez ou, se preciso, até cem. E, ocasionalmente, se
deixarmos a poeira assentar, encararemos o problema
com mais tranqüilidade, mais calma e com maior
probabilidade de chegar a uma solução.
Às vezes, ouvimos alguém dizer: “Estamos casados há
cinqüenta anos e nunca tivemos uma divergência de
opinião”. Se isso é verdade, então um dos cônjuges é
totalmente dominado pelo outro ou, como alguém
disse, “desconhece a verdade”. Qualquer casal
inteligente tem divergências. O desafio é termos certeza
de que sabemos resolvê-las. Isso faz parte do processo
de melhoria de um bom casamento.


Vivam Dentro de Seus Recursos

7. Aprendam a viver de acordo com suas posses.
Alguns dos maiores problemas do casamento ocorrem na área
financeira. ”A American Bar Association (Ordem dos
Advogados) (…) revelou que 89 por cento de todos os
divórcios são decorrentes de discórdias e acusações
relacionadas a dinheiro”. (Marvin J. Ashton, “One for
the Money”, Ensign, julho de 1975, p. 72) Adiem ou
abram mão de algumas aquisições a fim de não saírem
do orçamento. Paguem o dízimo em primeiro lugar e
evitem as dívidas dentro do possível. Lembrem-se de
que gastar cinqüenta dólares por mês a menos do que
ganham é igual à felicidade, e gastar cinqüenta dólares
a mais é igual à miséria. Talvez tenha chegado a hora
de pegar a tesoura, os cartões de crédito e realizar
aquilo que o Élder Holland chamou de “cirurgia
plástica”. (“Things We Have Learned –Together”,
Ensign, junho de 1986, p.30)



Compartilhem as Responsabilidades do
Lar e da Família
8. Sejam verdadeiros companheiros nas responsabilidades
do lar e da família. Não sejam como o marido que fica
sentado esperando ser servido, achando que sua
obrigação é prover o sustento da família enquanto a
esposa é a única responsável pela casa e pelos filhos.
Cuidar do lar e da família é responsabilidade de mais de
uma pessoa.
Lembrem-se de que estão juntos nessa parceria. Barbara
e eu descobrimos que conseguimos arrumar a cama
todas as manhãs em menos de um minuto e ela fica
arrumada o dia todo. Ela diz que me deixa ajudá-la
para que eu me sinta bem comigo mesmo durante todo
o dia, e acho que é verdade.
Reservem tempo para estudar as escrituras juntos e
sigam este sábio conselho do Presidente Kimball: “Se
marido e mulher vão freqüentemente ao templo
sagrado juntos, ajoelham-se em oração no lar e com a
família, vão juntos às reuniões da igreja, vivem uma
vida mental e fisicamente casta (…) e trabalham na
edificação do reino de Deus, significa que estão no
auge da felicidade”. [Marriage and Divorce, (Casamento
e Divórcio) Salt Lake City, Deseret Book Company,
1976, p. 24]


Em resumo:

• Lembrem-se da importância fundamental do
casamento.
• Orem pelo sucesso do seu casamento.
• Ouçam.
• Evitem ser “demasiadamente implicantes”.
• Mantenham acesa a chama do namoro.
• Digam prontamente: “Desculpe-me”.
• Aprendam a viver dentro de seus recursos.
• Sejam verdadeiros companheiros nas
responsabilidades do lar e da família.
Testifico-lhes que Jesus é o Cristo. O sepulcro estava
vazio naquele terceiro dia e “assim como todos morrem
em Adão, assim também todos serão vivificados em
Cristo”. (I Coríntios 15:22) Deste modo, com gratidão
pelo poder selador existente no evangelho restaurado
de Jesus Cristo, dizemos confiantemente as palavras do
poema: “Eu te amarei ainda mais depois da morte”.
(Elizabeth Barrett Browning, “How Do I Love Thee?”,
Sonnets from the Portuguese, nº 43, linha 14.) Em nome
de Jesus Cristo. Amém.

Manual do Casamento Eterno - pag. 284

Ajustes no Casamento

Presidente Spencer W. Kimball

“Duas pessoas de formação diferente, logo após a
cerimônia, descobrem ser preciso encarar a dura
realidade. Não há mais uma vida de fantasia ou faz-deconta; é preciso descer das nuvens e colocar os pés firmemente no solo. É preciso assumir responsabilidades
e aceitar novos deveres; abrir mão de parte da liberdade
pessoal e fazer muitos ajustes.
Descobre-se logo após o casamento que o cônjuge
tem fraquezas desconhecidas; que as virtudes
continuamente ressaltadas durante o namoro se
tornam relativamente menores, e as fraquezas, antes
tão pequenas e insignificantes, adquirem grandes
proporções. É chegado o momento da auto-avaliação,
de um coração compreensivo, de bom senso, raciocínio
e planejamento. Os hábitos adquiridos ao longo de
anos tornam-se evidentes; o cônjuge pode ser sovina
ou gastador; preguiçoso ou trabalhador, devoto ou
pouco religioso; pode ser bondoso e cooperativo ou
petulante e irritadiço, exigente ou generoso, orgulhoso
ou tímido. Os problemas dos parentes próximos se
tornam mais visíveis, e o relacionamento do cônjuge
com eles são novamente ampliados.” (“Oneness in
Marriage”, Ensign, março de 1977, p. 3.)
Élder Harold B. Lee
Se os jovens “tomarem desde a hora de seu casamento
a firme decisão de que farão tudo a seu alcance para
agradar um ao outro no que for justo, mesmo que
tenham de sacrificar seus próprios prazeres, apetites
e desejos, os problemas de ajustamento na vida de
casados se resolverão por conta própria e seu lar será
um lugar realmente feliz. Um grande amor é gerado
pelos grandes sacrifícios, e o lar em que o princípio do
sacrifício em favor do bem-estar mútuo é expresso
diariamente é um lar no qual existe um grande amor”.
(Conference Report, Apr. 1947, p. 49.)
Ajustes em Relação aos Parentes do Cônjuge
Presidente Spencer W. Kimball
“É aconselhável que os casais tenham imediatamente
sua própria casa, separada e isolada da casa dos
parentes de cada lado. O lar pode ser bem simples e
pequeno, mas deve ser um local independente. A vida
de casado deve tornar-se independente dos pais.
Amem-nos mais do que nunca; apreciem seus
conselhos; desfrutem de sua companhia; mas tenham
sua própria vida, governada por suas próprias decisões,
suas próprias fervorosas considerações, depois de
receber conselho daqueles que o devem dar. Apegar-se
não é apenas viver sob o mesmo teto; é unir-se
intimamente e permanecer unidos.
‘Portanto é legítimo que (…) os dois serão uma só
carne; e tudo isto para que a Terra cumpra o fim de
sua criação;
E para que se encha com a medida do homem, de
acordo com sua criação antes que o mundo fosse feito’.
(D&C 49:16–17)” (“Oneness in Marriage”, Ensign,
março de 1977, p. 5.)

Princípio de Respeito Mútuo

Citações tiradas do manual  do Curso de Casamento Eterno SUD
pag. 91.

Amo este manual...

“Todo casamento está sujeito a problemas ocasionais.
Mas com paciência, respeito mútuo e um espírito de
tolerância, podemos solucionar esses problemas.
Se erros foram cometidos, podemos pedir perdão,
arrepender-nos e perdoar. Mas é preciso que ambas as
partes tenham disposição de fazê-lo.” (“This I Believe”,
p. 80.


Presidente James E. Faust
“Nem a melhor música produz constantemente a
harmonia de um grande amor. A mais perfeita música
é a combinação de duas vozes para criar uma única
voz espiritual. O casamento é o meio proporcionado
pelo Senhor para que sejam atendidas as maiores
necessidades humanas, com base no respeito
mútuo, maturidade, desprendimento, decência,
comprometimento e honestidade. A realização no
casamento e na paternidade excedem mil vezes
qualquer outra felicidade.” (Conference Report, Oct.
1977, p.14; or Ensign, Nov. 1977, 11.)


Élder Gordon B. Hinckley
“É fácil o companheirismo no casamento tornar-se
coisa rotineira e até sem graça. Não sei de nada melhor
para mantê-lo em um plano elevado e inspirador do
que, ocasionalmente, o homem refletir no fato de que
a adjutora ao seu lado é filha de Deus e que participa
com [Deus] do grandioso processo de criação que
concretiza os Seus desígnios eternos. Não sei de nada
melhor para fazer com que a mulher mantenha a
chama do amor acesa pelo marido do que procurar e
salientar as boas qualidades que todos os filhos
homens de nosso Pai têm e que podem vir à tona
quando há respeito, admiração e incentivo. Esse tipo
de atitude, por si só, fará com que um cultive pelo
outro um apreço constante e compensador.”
(Conference Report, abril de 1971, pp. 81–82 ou Ensign,
junho de 1971, p. 71–72.)

Élder L. Tom Perry
“Adão aprendeu que os laços do matrimônio são mais
fortes do que qualquer outro vínculo familiar. Os
sagrados laços do matrimônio promovem a união,
fidelidade, respeito e apoio mútuo.” (Conference
Report, abril de 1995, p. 97; ou Ensign, maio de 1995,
p. 72.)

Élder Neal A. Maxwell
“Os relacionamentos e suas conseqüências parecem ser
governados por princípios que são invariáveis e não
podem ser abolidos. (…) Não há como amenizar as
conseqüências da desonestidade, falta de disciplina e
falta de respeito pelos direitos dos outros no
relacionamento entre as pessoas (…) e ninguém (…)
pode mudar esse fato. (…)” (Journal of Marriage and
Family, fevereiro de 1971, p. 46.) (That My Family
Should Partake, p. 15.)

Élder Merrill J. Bateman
“Quando um homem compreende quão gloriosa é a
mulher, ele a trata de modo diferente. Quando a
mulher compreende que o homem tem a semente
da divindade dentro dele, ela o honra não apenas
por quem ele é mas pelo que pode vir a ser. Uma
compreensão da natureza divina permite que cada
pessoa tenha respeito pela outra. A visão eterna cria
um desejo nos homens e mulheres de aprender e
compartilhar uns com os outros.” (“The Eternal
Family”, p. 113.)


sábado, 6 de abril de 2013

Origem e Destino da Mulher - John Taylor

A posição da mulher na doutrina mórmon ganhou uma reflexão especial pela pena de John Taylor. Morando em Nova York para editar o jornal The Mormon, na década de 1850, John Taylor conheceu a jovem e bela Margaret Young (sem parentesco com Brigham), então com vinte anos. Transformando em artigo do seu jornal parte do que havia escrito em cartas de amor a Margaret, Taylor publicou, em 1857, Origem e destino da mulher, traduzido abaixo. Em setembro de 1856, Margaret havia se tornado esposa plural de John Taylor, com quem ainda teria nove filhos.
Que ideias no texto de Taylor a respeito da mulher seriam hoje um ar fresco na teologia sud atual? Que ideias não fazem mais sentido fora do contexto histórico original? Que doutrinas ensina John Taylor que chamam sua atenção, leitor(a)?
Com a palavra, John Taylor.
 
Origem e destino da mulher
 
Os santos dos últimos dias têm sido ridicularizados muitas vezes por sua crença na pré-existência dos espíritos e por casar para o tempo e toda eternidade, sendo ambas doutrinas bíblicas. Somos freqüentemente requisitados a dar nossa visão em relação a estes princípios, mas considerando que as coisas do Reino pertencem aos filhos do Reino, não são, portanto, para dá-las àqueles que não o têm. Mas tendo sido gentilmente requisitado por uma senhora (membro da Igreja), há alguns dias, para responder as seguintes questões, não poderíamos realmente recusar, quais sejam: “De onde vim? O que faço aqui? Aonde vou? E qual meu destino depois de obedecer a verdade e perseverar até o fim?”.
Para seu benefício e de todos os interessados, vamos tentar responder brevemente as perguntas como as entendemos. A razão será evidente para nossa crença na pré-existência dos espíritos e no casamento para o tempo e toda eternidade.
Senhora, de onde vieste? Qual tua origem? O que fazes aqui? Aonde vais e qual teu destino? Diga se tens entendimento. Não sabes que és uma centelha da Deidade, saída de Seu eterno braseiro e trazida em meio do eterno fulgor?
Não sabes que nas eternidades passadas, teu espírito, puro e santo, habitava no seio do teu Pai Celestial, e em sua presença, e com tua Mãe, uma das rainhas do céu, cercada por teus espíritos irmãos e irmãs, no mundo espiritual entre os Deuses? Que à medida que teu espírito contemplava as cenas que lá transpiravam e tu crescias em inteligência, viste mundos após mundos serem organizados e povoados com teus espíritos semelhantes que tomaram sobre si tabernáculos, morreram, foram ressucitados e receberam sua exaltação nos mundos redimidos sobre os quais haviam habitado. Estando disposta e ansiosa para imitá-los, esperando e desejando obter um corpo, uma ressurreição e também uma exaltação, e tendo obtido permissão, tu fizeste um convênio com um dos teus espíritos semelhantes para ser teu anjo da guarda enquanto na mortalidade, também com outros dois espíritos, homem e mulher, de que virias e tomaria um tabernáculo pela sua linhagem e tornar-se-ia sua descendência. Também escolhestes um espírito semelhante a quem amaste no mundo espiritual (e que também teve permissão para vir a este planeta e tomar um tabernáculo) para ser teu cabeça, apoio, marido e protetor na terra e exaltar-te nos mundos eternos. Tudo isso foi arranjado, assim como os espíritos que nasceriam por meio da tua linhagem. Almejaste, vislumbraste e oraste ao teu Pai no céu para chegar o tempo em que poderias vir a esta terra, que havia saído e caído de onde fora primeiramente organizada, próxima ao planeta Colobe. Com o tempo, chegou o momento e ouviste a voz de teu Pai dizendo: “vai, filha, habitar o mundo abaixo e tomar sobre ti um tabernáculo e operar teu estado probatório com temor e tremor e te levantar para a exaltação. Mas lembra, filha, que tu vais na condição de esquecer tudo o que já viste ou soubeste acontecer no mundo espiritual: não saberá ou lembrarás de nada concernente ao que viste ocorrer aqui; mas deves ir e tornar-se um dos seres mais indefesos que criei enquanto em tua infância, sujeita à doença, à dor, às lágrimas, ao luto, ao pesar e à morte. Mas quando a verdade tocar as cordas do teu coração, elas vibrarão; então, a inteligência iluminará tua mente e derramará seu esplendor em tua alma e começarás a compreender as coisas que antes sabias mas que se haviam ido; começarás, então, a entender e conhecer o objetivo da tua criação. Filha, vai e seja fiel como tens sido em teu primeiro estado”.
Teu espírito, repleto de alegria e gratidão, regozijou-se em teu Pai e rendeu louvor a seu santo nome, e o mundo espiritual ressoou em hinos de louvor ao Pai dos espíritos. Tu te despediste de teu Pai e tua Mãe e de todos e, junto com teu anjo da guarda, vieste a este globo perigoso. Tendo os espíritos que havias escolhido para tomar um tabernáculo pela sua linhagem e teu cabeça deixado o mundo espiritual alguns anos antes, vieste um espírito puro e santo. Tens obedecido a verdade e teu anjo da guarda ministra a ti e te guarda. Escolheste aquele que amavas no mundo espiritual para ser teu companheiro.
Agora, coroas, tronos, exaltações e domínios estão em reserva para ti nos mundos eternos e o caminho está aberto para retornares à presença do Pai Celestial, se apenas obedeceres e caminhares na lei celestial, cumprires os desígnios do teu criador e resistires até o fim, quando a mortalidade é posta na tumba, poderás descer à tua sepultura em paz, surgir em glória e receber tua recompensa eterna na ressurreição dos justos, junto com teu cabeça e marido. Será-te permitido passar pelos Deuses e anjos que guardam os portões, e adiante, e acima, para tua exaltação em um mundo celestial entre os Deuses. Para ser uma sacerdotisa e rainha no trono do teu Pai Celestial e uma glória para o teu marido e a tua descendência, para conceber as almas dos homens, povoar outros mundos (como concebeste seus tabernáculos na mortalidade), enquanto eternidades vêm e vão; e, se aceitares, senhora, isto é vida eterna. E aqui é cumprido o dito do Apóstolo Paulo de que “o homem não é sem a mulher, nem é a mulher sem o homem no Senhor”. “Que o homem é o cabeça da mulher e a glória do homem é a mulher.” Portanto, tua origem, o objetivo do teu destino supremo. Se fores fiel, senhora, a taça está ao teu alcance; bebe, então, do elixir celestial e vive.

Origin and destiny of woman, publicado originalmente no periódico The Mormon, em 29 de agosto de 1857, Nova York. Tradução de Antônio Trevisan Teixeira.

Olha quem chegou....

Meninas... desculpem meu abandono no blog.. eu amoooooo meus blogs... mas ultimamente uma pessoinha mudou minha rotina e vida... e fez nascer em mim o meu melhor lado como mulher...
Me tornei MÃE....

Olha minha pequena já com quase 2 meses.... ela é nossa princesa...

Letícia
no dia 12 de Fevereiro o mundo ficou mais lindo... mais perfeito!!!...



 
com quase 2 meses

Conheça meu outro blog...
 
bjs meninas

domingo, 27 de janeiro de 2013

Grupo a Mulher Fascinante

Meninas SUDs...
criamos no Facebook um grupo do Livro a Mulher Fascinante.
participem!!!



A Mulher Fascinante

Do sapo ao Rei



Já se perguntaram onde está aquele príncipe com quem se casaram? Não é possível que virou um sapo! Mas de quem é o erro? Há muitos que ambos cometem, mas as mulheres tem um lado, diria um poder, de transformar seu esposo em um príncipe novamente, ou melhor, em um rei.
O livro A Mulher Fascinante, de 1963, mostra maneiras simples das quais podemos ter resultados extraordinários.

PARE DE RECLAMAR – O homem mal chega em casa e recebe aquele bombardeio de reclamação: Por que você ...? Se esqueceu que hoje...? Você precisa ...! Meninas deixem ele chegar em casa, o corpo tá lá mas a mente chega depois. Reclamar é um péssimo hábito e não nos damos contas de quantas vezes por dia fazemos isso. Ficar reclamando só piora e desmotiva qualquer um.


NÃO CRITIQUE – Quem é perfeito? No casamento os defeitos ficam mais visíveis, mas há um ditado que diz: “No namoro abra bem os olhos, mas no casamento feche-os bem”. Não quer dizer que deve fingir que está tudo bem, mas há maneiras de falar certas coisas e ser menos agressiva.  Com jeitinho ele pode perceber o que pode fazer de melhor e vai saber que você está ao seu lado e não contra ele. E de maneira alguma critique-o, principalmente na frente de outras pessoas. Reconheça suas qualidades, elogie mais.

PASSEM MAIS TEMPO JUNTOS – façam coisas juntos como jogar, cozinhar, ir ao cinema, algo que vocês gostem e tenham esses momentos apenas para vocês, reservem um dia na semana. Quando casamos parece que acabou o namoro e temos um homem preocupado e fechado que só mais pensa no trabalho e nas contas. Precisam ter tempo juntos e divertidos, ate mesmo romântico, isso trará a ambos momentos para desestressar, relaxar, e aproximar mais um do outro.

SURPREENDA-O – Prepare um prato que ele mais goste, mande um bilhete dizendo o quanto o ama. Pode parecer meio bobo ou adolescente demais, mas fazer algo que ele não espera o deixará feliz, e vê-lo sorrindo será a sua maior felicidade.


MAIS DIÁLOGO – conversem mais, mas não “demais”, falem de suas metas e sonhos. Ao passarem mais tempo juntos perceberão o quanto tem em comum e como um completa o outro, aprenderão muito mais um com o outro. Será mais fácil resolver problemas e falar dos sentimentos. Que coisa maravilhosa não é do que ter seu marido como seu melhor amigo e eterno namorado?

SEJA FELIZ – a maioria das pessoas são infelizes porque lamentam o que não tem. Esteja de bem consigo mesma e dê valor no que você tem hoje! Não há como amar alguém se não nos amamos. Ao vê-la feliz ele saberá que ele a faz feliz. Ele verá o brilho nos seus olhos e terá um desejo enorme de te fazer feliz ainda mais.
Depois disso tudo tenha certeza que talvez não foi ele quem mudou, mas você que aprendeu a apreciar o bom homem que estava do teu lado o tempo todo!


Boa sorte meninas!
Fabiana Vieira


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Uma visita ao lar dos Hinckley


Quem não tem saudades desse casal lindo e exemplar???
Aliás quem não quer atingir essa plenitude em amor e união no casamento como eles?
então vamos relembrar e matar a saudade desse amor que um tinha pelo outro..

Quando a irmã Marjorie Pay Hinckley ocupa o púlpito para falar aos santos dos últimos dias, ela imediatamente nos coloca à vontade. Com seu encantador senso de humor e seu amor genuíno, ela nos faz sentir parte da família. Então, como se fosse nossa mãe ou avó, ela diz ter orgulho de nós e nos encoraja, assegurando-nos que, com a ajuda do Senhor, podemos vencer as dificuldades da vida e encontrar alegria.
Quando seu marido, o Presidente Gordon B. Hinckley, nos dirige a palavra, ele rapidamente assume o papel de pai e avô amoroso ensinando-nos a ser melhores como filhos, pais, maridos, esposas e membros da família.
Em qualquer lugar que estejam, o Presidente e a irmã Hinckley parecem encontrar “sua família” entre os membros da Igreja — que se somam aos seus cinco filhos, vinte e cinco netos e trinta e cinco bisnetos. Ensinando o tipo de vida que exemplificaram durante mais de 90 anos de existência e 66 anos de casamento, os Hinckley estão notavelmente qualificados para dar conselhos sobre os mais importantes papéis que venhamos a desempenhar. Recentemente, eles conversaram com os editores das revistas da Igreja sobre os meios de fortalecer o casamento e a família.

“Ele Respeitou Minha Individualidade E Deixou-me Alçar Vôo”

A Liahona: Por que o seu casamento é tão duradouro e feliz?
Presidente Hinckley: O alicerce de um bom casamento é o respeito mútuo — respeito de um pelo outro, uma preocupação com o conforto e bem-estar do outro. Essa é a chave. Se [o] marido pensasse menos em si e mais na esposa, teríamos lares mais felizes em toda a Igreja e em todo o mundo.
A Liahona: Irmã Hinckley, a senhora disse: “Meu marido sempre deixa-me fazer as coisas de que gosto. Ele nunca insistiu para que eu fizesse algo a seu modo, ou de qualquer modo específico, por assim dizer. Desde o princípio ele respeitou minha individualidade e deixou-me alçar vôo”. 1Como é que ele faz isso?
Irmã Hinckley: Ele nunca me diz o que fazer. Ele deixa que eu siga meu curso e me faz sentir uma pessoa na verdadeira acepção da palavra. Ele sempre me encoraja a fazer tudo o que me traga felicidade. Ele nunca tenta dirigir-me ou dominar-me.
A Liahona: Presidente, o senhor disse: “Alguns maridos acham que é seu direito compelir a esposa a ajustar-se aos padrões que eles consideram ser os ideais. Isso não dá certo”. 2 Como é que o senhor conseguiu evitar isso em seu casamento?
Presidente Hinckley: Procuro reconhecer a individualidade de minha esposa, sua personalidade, seus desejos, sua formação e seus anseios. Deixá-la alçar vôo. Sim, deixo-a alçar vôo! Deixo-a desenvolver seus talentos e fazer as coisas a seu próprio modo. Basta sair do caminho e maravilhar-me com o que ela é capaz.
A Liahona: Quais são algumas das coisas que ela faz que lhe causam admiração?
Pres. Hinckley: Oh, são muitas…
Irmã Hinckley (sorrindo): Essa é uma pergunta difícil para ele.
Presidente Hinckley: … Ela vem dirigindo nosso lar todos esses anos. Quando nossos filhos eram pequenos, eu me ausentava muito em função das designações da Igreja. No início, quando a minha responsabilidade era a obra na Ásia, e isso foi por um período bem longo, eu costumava viajar por até dois meses seguidos. Naquela época não se podia telefonar com a facilidade de hoje. Ela cuidava de tudo. Ela administrava a casa e administrava tudo o mais, além de cuidar das crianças.
Tínhamos uma horta nos fundos de casa. Quando voltei para casa depois de uma das minhas longas viagens, vi que um belo gramado havia sido plantado ali. Ela e as crianças haviam preparado a terra e haviam plantado sementes de grama. O resultado foi um belo gramado! A horta não foi prejudicada, pois pudemos plantar outra mais para baixo. Mas o quintal virou todo um belo gramado.
Essa é a sua maneira típica de fazer as coisas. Ela sempre foi independente e sempre teve muito bom gosto.

“Eu Prefiro Rir”


A Liahona: Irmã Hinckley, a senhora disse: “A única maneira de enfrentar a vida é rindo. Pode-se rir ou chorar diante dos problemas. Eu prefiro rir. Chorar me dá dor de cabeça.” 3
Irmã Hinckley: Se não pudermos rir da vida, estaremos encrencados.
A Liahona: A senhora se lembra de alguma ocasião em sua vida na qual o riso foi o melhor remédio?
Irmã Hinckley: Acho que foi sempre assim. Certo dia, quando as crianças eram pequenas, eu preparei uma torta salgada que, acredito, estava muito gostosa. Quando a tirei do forno, nosso filho Dick exclamou: “Como é que você conseguiu assar o lixo?”
A Liahona: Quantos anos ele tinha?
Irmã Hinckley: Quatorze — tinha idade suficiente para ter juízo!

“Todos Apreciam a Companhia Uns Dos Outros”

A Liahona: O que vocês dois fazem para manter a família unida?

Presidente Hinckley: Oh, sempre fizemos muitas coisas juntos ao longo da vida — muitas, muitas coisas. No verão, desde que as crianças eram bem pequenas, sempre íamos a algum lugar, íamos ver algo. E isso se prolongou até a vida adulta deles, até depois de se casarem.
Minha esposa sempre disse que um de seus maiores sonhos era caminhar pelas ruas de Hong Kong com os filhos. Assim, certa ocasião fomos todos para a Ásia. Depois ela declarou que gostaria de caminhar com os filhos pelas ruas de Jerusalém. Então, ajeitamos as finanças familiares e lá fomos nós para Jerusalém. Nos divertimos muito.
Eu gostaria de dizer isso por ela: Nossos filhos se amam. Ainda nos reunimos. Temos uma reunião familiar com todos uma vez por mês — com todos os nossos filhos, netos e bisnetos que estiverem na cidade e tiverem tempo. Essa é apenas uma continuação do que fazíamos quando os filhos eram pequenos. Nós fazíamos a reunião familiar. Quando eu estava ausente, ela realizava as noites familiares e outras coisas de igual importância. Ela mantinha as coisas funcionando.
A Liahona: Por favor, descreva uma reunião familiar dessas, com todos.
Presidente Hinckley: Comemos e conversamos. Apreciamos deliciosos momentos juntos e debatemos um ou outro tópico. Todos apreciam a companhia uns dos outros. É realmente maravilhoso, até hoje.
A Liahona: O senhor mencionou as reuniões familiares que realizavam quando criança, no lar de seus pais.
Presidente Hinckley: É isso mesmo, desde 1915, quando o Presidente Joseph F. Smith anunciou o programa. Meu pai disse: “Nós faremos reuniões familiares”. Tentamos, mas a princípio não fomos bem-sucedidos. Mas, com o tempo, melhoramos e sempre realizamos as reuniões familiares — no lar de meus pais e no meu lar, e agora nossos filhos as realizam em seus lares.

“Devemos Fazer O Melhor Que Pudermos”


A Liahona: O que vocês diriam a pais que seguiram o conselho de realizar as reuniões familiares, vivem os convênios da melhor maneira que podem — e no entanto têm um filho ou filha que se afastou?
Presidente Hinckley: Bem, façam o melhor que puderem. Depois, simplesmente deixem a questão nas mãos do Senhor. Prossigam para a frente com fé.
Irmã Hinckley: Nunca desistam. Nunca desistam deles.
Presidente Hinckley: Ninguém está perdido até que se percam as esperanças. Mantenham a esperança. Felizmente nunca tivemos essa experiência em nossa família. Sou grato em dizê-lo. Nossa família saiu-se surpreendentemente bem, na minha opinião. E todo o crédito disso dou a esta senhora.
Irmã Hinckley: Obrigada.
A Liahona: Que conselho dariam a filhos que vivem em lares nos quais não são realizadas as noites familiares — e eles as desejam ardentemente?
Presidente Hinckley: Os filhos podem fazer muito. É triste que tais situações existam, mas elas são reais. Os filhos podem fazer o melhor que estiver ao seu alcance. Às vezes eles até conseguem influenciar os pais. Muitos lares conquistaram uma vida melhor porque os filhos oraram pela reunião familiar e pediram aos pais que a realizassem. Alguns filhos em circunstâncias infelizes podem ter experiências inspiradoras nos lares de seus amigos da Igreja. Mas é muito triste quando os filhos são privados das bênçãos e benefícios de um lar no qual haja o desejo de se viver o evangelho e de seguir o programa da Igreja.
A Liahona: O senhor disse que seu pai nunca bateu em qualquer dos filhos quando os disciplinava. 4
Presidente Hinckley: Isso mesmo. Não creio que se deva bater nos filhos nem fazer coisas semelhantes. Os filhos devem ser disciplinados com amor. Eles podem ser aconselhados — se os pais se preocuparem em sentar-se com eles calmamente e conversar, apontar-lhes as conseqüências do mau comportamento ou de não fazer o que é certo. Os filhos assim se sairiam melhor e todos seriam mais felizes.
Meu pai nunca nos bateu. Ele possuía uma sabedoria bem sua que o fazia conversar mansamente conosco. Ele nos indicava o caminho quando errávamos a rota, sem bater, ameaçar ou qualquer coisa desse tipo. Nunca acreditei na punição física dos filhos. Não a considero necessária.
A Liahona: Irmã Hinckley, a senhora disse que “não se ensina uma criança a não bater batendo nela.” 5
Irmã Hinckley: Quando minha filha, Jane, era pequena, ela me disse que uma amiga dela havia sido posta de castigo. Eu perguntei: “De castigo? O que significa isso?” Nós deixávamos nossos filhos aprenderem por si mesmos. Eles sabiam quando faziam algo errado e eles mesmos consertavam a situação. Uma de nossas filhas, certo domingo, decidiu não ir à Igreja. Por isso, ela ficou em casa. Ela se sentiu muito só. Todos estávamos na Igreja, exceto ela. Ela ficou lá, sentada no gramado. Ela nunca mais tentou faltar à Igreja de novo. Ela compreendeu que não era nada divertido fazê-lo, pois ela se sentiu solitária.

“As Coisas Acabaram Saindo Melhor Do Que Eu Esperava”


A Liahona: Irmã Hinckley, as pessoas se deliciaram com seu comentário feito quando seu marido se tornou Presidente da Igreja, quando a senhora exclamou: “Como é que uma boa moça como eu pôde se meter numa encrenca dessas?” 6 A senhora poderia colocar essa frase em perspectiva agora que está casada há 66 anos com esse bom homem?
Irmã Hinckley: Bem, as coisas acabaram saindo melhor do que eu esperava. Temos tido uma boa vida.
Presidente Hinckley: Nossa vida tem sido realmente boa. Sem dúvida. Não temos muito do que nos lamentar. Cometemos erros, é claro, um aqui, outro ali, mas nada de graves conseqüências. Acho que nos saímos bem.
A Liahona: Vocês acreditam que os jovens que se casam hoje enfrentam os mesmos tipos de desafios que vocês tiveram, ou são diferentes?
Presidente Hinckley: Em essência, eles enfrentam os mesmos desafios. Nós nos casamos durante a Grande Depressão. Não tínhamos nada quando nos casamos, por assim dizer. Ninguém tinha naquela época. Todos me pareciam pobres.
Irmã Hinckley: Não sabíamos que éramos pobres.
Presidente Hinckley: Nosso começo de vida foi modesto. O Senhor tem-nos abençoado ricamente. Não sei como alguém poderia ser mais ricamente abençoado do que nós. Tivemos problemas. Vivenciamos todos os tipos de coisas pelas quais os pais passam — doença dos filhos, coisas desse tipo. Mas, na realidade, afinal de contas, se você vive sua vida ao lado de uma boa mulher e consegue ver os filhos crescerem até a idade adulta, tornando-se indivíduos felizes e capazes, que dão sua contribuição, então pode-se dizer que sua vida é um sucesso. Não é a quantidade de carros que você tem, nem o tamanho da sua casa, ou coisas assim. É a qualidade de vida que você viveu que faz a diferença.
A Liahona: Como vocês lidam com as diferenças de opinião?
Presidente Hinckley: Temos ido em frente e tentado ser corretos um com o outro. Como eu disse, o respeito mútuo faz toda a diferença do mundo — respeitar um ao outro como indivíduos e não tentar modificar o outro à sua maneira. Deixe-a viver a vida a seu modo e encoraje-a a desenvolver seus talentos e interesses. Assim vocês se darão bem.
Se há algo que me preocupa é que alguns homens tentam dirigir a vida da esposa e dizer a ela tudo o que ela tem de fazer. Isso não dá certo. Não haverá felicidade na vida dos filhos nem na dos pais quando um homem tenta dirigir e controlar a esposa. Eles são parceiros. São companheiros nessa grande aventura que chamamos de casamento e vida familiar.
Irmã Hinckley: Eu me casei bem, não é verdade?
Presidente Hinckley (rindo): Temos tido uma boa vida juntos. Ainda gostamos um do outro.
Esta entrevista foi feita por Marvin K. Gardner e Don L. Searle.

Fonte: https://www.lds.org/liahona/2003/10/11?lang=por 


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...